
Cerca de 1911, o pintor começa a encontrar aquele que viria a ser definido como o seu estilo pessoal, ponto de contacto entre as pesquisas pictórica e gráfica. Por volta de 1912, publicou em Paris XX Dessins e ilustrou A Lenda de São Julião Hospitaleiro, de Flaubert. Em 1913 foi um dos artistas do Salão de Outono na galeria Der Sturm, em Berlim – este é um momento crucial para perceber os trabalhos expressionistas que então desenvolve —, tendo também exposto noutras cidades alemãs, como Munique, Hamburgo e Colónia. No mesmo ano é convidado para integrar a I Exposição de Arte Moderna, o Armory Show. Em 1915, devido à eclosão da I Guerra Mundial no ano anterior, regressa a Portugal. É durante esse período que desenvolve parte dos projectos (exposições) comuns com o casal Delaunay (que então habitava em Vila do Conde). Também por esta altura se iniciou a amizade com Almada Negreiros e o grupo do Orpheu, órgão principal do futurismo português.
Em 1916, realiza a sua primeira exposição individual em Portugal, intitulada Abstraccionismo (descrita por Almada Negreiros como exposição “impressionista, cubista, futurista, abstraccionista”), e publica o álbum 12 Reprodutions. Em 1917 entra no Dadaísmo, com os trabalhos de colagem que então inicia.
Morreu ainda novo, em 1918, vítima de gripe espanhola (peste da pneumónica). No entanto, a obra que construiu em poucos anos aponta-o como um dos mais importantes artistas modernos portugueses.

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